Marília Mendonça diz que sucesso foi não se comportar como ‘bela, recatada e do lar’

Um dos maiores nomes da música sertaneja atual, a cantora Marília Mendonça, 22, é também símbolo de uma vertente que ganhou força em 2016: o “feminejo”.

Além dela, compõem tal cena musical cantoras como Naiara Azevedo, Maiara & Maraisa e Simone & Simaria em suas letras, falam sobre pegação, bebedeira, traição e amor, sempre sob o ponto de vista feminino.

Para Marília, esse movimento demorou para estourar porque não se sabia “o que dizer para conquistar as mulheres“. “Não queríamos ser aquela boneca em cima do palco e queríamos falar mesmo o que tem para falar e não se comportar como a “bela, racatada e do lar“.
A declaração foi dada a Tatá Werneck, que comanda o “Lady Night“, cujo último programa da temporada .
A gente conversa com as mulheres como se fôssemos amigas, e não rivais“, completou a artista.

Durante a entrevista, Marília também falou sobre o começo da carreira e a inspiração para suas músicas.

Tudo na minha vida foi precoce, né? Meu primeiro chifre foi com 12 anos de idade“, disse a cantora que afirmou ter mais de 300 composições.

“Chifre”, questionou Tatá, incrédula, sobre a revelação da traição. “Eu namorava de pegar na mão, mas era um menino mais velho“, respondeu Marília.

A cantora ainda falou sobre a experiência de ser fotografada apenas de lingerie para o lançamento de sua linha de peças plus size. “Não quero que isso seja uma coisa que puxa a carreira da Marília Mendonça. Quero enfiar na cabeça das pessoas que estou aqui para fazer música. Eu não trabalho com imagem, eu trabalho com a minha voz“, afirmou.

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